Na
discussão de hoje discorrerei um pouco sobre os ambiente virtuais de
aprendizagem (AVA), enquanto recurso potencializador do processo de
ensino e aprendizagem e muito utilizado na educação a distância.
Mas que pode ser também um interessante recurso para o ensino
presencial, agregando valores que coadunan com uma metodologia que
contempla a autoria de alunos e alunos no processo
ensino/aprendizagem.
O AVA é
uma tecnologia muito utilizada no ensino a distância e tem como
características principais a disponibilização de materiais de
apoio e recursos
multimídia em sua plataforma, com fins pedagógicos. Além disso, em
seu contexto está inserido a concepção de interatividade/interação
já discutido neste blogue quando discorri sobre as plataformas
digitais e a internet, que objetivam estabelecer conexões de
conhecimento aberto, bem como criar espaços onde os sujeitos e as
sujeitas sejam mais
produtores que reprodutores de conhecimentos. A
dimensão comunicativa nesse espaço permite uma linguagem flexível
e intersubjetiva, apresentando-se, também, como uma comunidade
colaborativa, onde todos/as
estão envolvidos/as
em
processos de construção
coletiva de conhecimentos
acerca de temáticas.
Quando
se fala em interatividade em ambientes virtuais de aprendizagem não
podemos esquecer que este se trata de um ambiente de aprendizagem
completamente novo e, por isso, demanda concepções e metodologias
novas. Portanto, práticas tradicionais que colocam o professor como
centro do processo e não permite relações fluidas entre alunos/as,
bem como a produção de conhecimentos ferem os princípios
pedagógicos deste espaço. Há disponíveis em
universidades e
plataformas digitais curso de ensino a distância, bem como escolas
que utilizam o conceito da interatividade e dispõe de ambientes
virtuais com fins pedagógicos, mas que mantém uma relação pouco
interativa com seus/uas alunos/as. Ficando muito mais no campo da
propaganda lucrativa e oferecendo gato por lebre, como consequência,
um serviço de baixa qualidade.
Porém, é
importante dizer que este espaço não surge como uma opção em
substituição ao professor ou professora. Na verdade, este ou esta
tem uma papel fundamental nesse contexto enquanto problematizador,
estabelecendo um canal interessante entre o/a aluno/aluna e o
conhecimento, no momento em que é o responsável em gerenciar a
plataforma de modo a propor questões, sugerir atividades e
disponibilizar materiais para estudo, fomentando a reflexão sobre os
temas abordados.
No ambiente
escolar de base os ambientes virtuais ainda são algo distante,
compreendendo não só o AVA, mas o uso da web enquanto um grande
ambiente de aprendizagem. Porém, acredito – vejo hoje com mais
clareza – que este mecanismo seria de grande relevância no
desenvolvimento de metodologias alternativas e de fuga das
tradicionais formas de fazer educação, formula que a escola ainda
insiste em sedimentar como única via de acesso ao conhecimento. Mas
ainda esbarramos em dificuldades, sobretudo culturais e falta de
conhecimento sobre a questão.
Referências
HAGUENAUER,
Cristina Jasbinschek;
LIMA, Luciana Guimarães Rodrigues de; FILHO, Francisco Cordeiro.
Comunicação e interação em ambientes virtuais de aprendizagem.
In: CONGRESSO INTERNACONAL DE EDUCAÇÃO
A DISTÂNCIA, 16., 2010, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu:
ABED, 2010. 11p.
PRETTO,
Nelson de Luca; RICCIO, Nicia Cristina; PEREIRA, Socorro Aparecida
Cabral. Reflexões teórico-metodológicas sobre ambientes virtuais
de aprendizagem. Revista
Debates em Educação vol. 1, n. 1 Jan./Jun. 2009.

Concordo contigo: questões culturais e de conhecimento são a chave para um uso aberto, horizontal ou broadcasting dos AVA, ou seja o uso depende das concepções que temos sobre educação, tecnologia e tenologia na educação...
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